segunda-feira, 6 de setembro de 2010
domingo, 5 de setembro de 2010
POST RECENTE
Conversa ou Soneto a lapidar
Às vezes esqueço-me quão bom é a interlocução
Por um minuto me perco na minha solidão
Solidária por vontade própria mente louca e almatica.
Uma lágrima seca, mesmo antes de rolar a face?
Algumas imagens formas magnéticas!
Invadem pela tarde já ida, um cochilo
Fez dela uma incursão de pressa e ócio.
Imagéticas as pessoas cercam e são na real ou televisão...
Destituído de artifícios
Carecem meus versos de espaço
Memória e destrutivo arcabouço
Vento e poeira que entram
Pulmões adentro, o erro se faz
Sem volver nem revólver simbólico...
AMAR COMO JESUS CRISTO!
Ao índio tropicalista de Caetano
*Alusão a Índio
A Caetano e a MAMA Marly
Porque circulo flores e fulores
Em busca de pazes e cheiros e prazeres que me sintam...
Nem tanto impávido como Muhamed Ali e seus punhos d’aço.
Nem tão indígena quanto Peri,
Nem tão revolucionário quanto Sócrates ou Ernesto,
Nem tão infalível e tranqüilo como Bruce ou Marley.
Mais com pretensão, talvez ilusória, de seguir amando,
Ou aprendendo a amar como Jesus Cristo!
Uma prosódia ortoépica e onomatopesca reminiscente
Assalta-me à madrugada incorreta e incógnita.
Um carro de boi se faz ouvir de dentro da minha cadeira,
E as aves do vizinho me fazem perceber tudo esse sexo, que vi na televisão.
Quando percebia sozinho que a solidão não existe à tarde
Com o desejo odara, veio de mudança e necessidades obsoletas
Trazem o inútil intolerante muitas vezes, moral social coletiva,
Comumente senso comum das comunidades, sociais.
Próximo ao circo lisonjeado pelo policial, secreto secretário do diabo
Enquanto o corpo sofre da alma desprezo desalento, lamento em bom som
E lembranças situacionais como a fome, e o esporro despejado abacaxi
Lágrimas questionadas à luz de torturas nada divinas, via boca e cartão
Débitos e créditos confusos na calçada de couro, “onde há pecado abunda a graça!”.
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
terça-feira, 6 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Uma observação feita com uns amigos
Sequidão ou então enchente,
Famigerante delírio nacional!
Estávamos num ato vicissitoso sim, mas o virtuoso senso crítico se ouvia:
Já era madrugada ou próxima, ela fazia em nossas cabeças o contrário efeito inebriante, típico das noites esquecidas de tudo, na periferia de São Luís.
Falávamos de futebol, afinal somos brasileiros, um amigo lembrou que vários irmãos nossos nordestinos, estavam nos exatos momentos em que ali estávamos e nos seguintes desabrigados depois das cheias e ressacas dos rios e marés, no refluxando-se a natureza em sua fúria divina e espontânea, desastrava cidades e estados, em Pernambuco e Alagoas, suas cidades litorâneas davam-nos um prévio e destrutivo aviso a todo o enorme litoral brasileiro.
No entanto, muitos nem liam as notícias sequer se importavam com a situação daqueles que passavam por um tremendo perrengue que está se notando comum nas diversas realidades do país que vem lucrando muito com as dádivas de sua conjuntura natural e cultural de preciosidades e acidentes, causados muitas vezes com conhecimento e do risco que é ser pobre (povo) no Brasil que depois de muitos anos de consolidação da democracia ainda não realizou um plano de Estado forte em educação e que sofremos também por falta de apoio de quem se elegem.
Contudo tudo estaria muito bom se fossemos campeão do mundo no futebol?
“Salve a seleção” como diz o famoso cancioneiro das copas históricas?
Nos perguntávamos também da possibilidade real de um futuro, onde a nossa infância fosse protegida mesmo com as bolsas assistencialistas, mais e mais é necessária uma valoração digna, um mínimo já seria o ideal, desta faixa da população que gozadamente é o futuro desta nação despatriada forçosamente orgulhosa apenas do futebol e carnaval, revelando nossa deficiência de renovação desmistificada na comunicação social dos feitos dos “brasileiros”, sem sermos apenas uma promessa e nunca será cumprida se não se fizer mais por esse nós que só se lembra de 4 em quatro anos, revelo um temor que compartilho com todos, acho, de termos muito desperdiçado e despertarmos as cobiças e iras de povos da guerra, ou mesmo uma implosão da violência polarizada nos centros financeiros e seus poderes paralelos o que seria até notaria diante das muitas injustiças que sempre afligem os mais pobres em constante proliferação, tomando o poder teríamos o reino da alienação popular, o que não se pode de todo recriminar pois o que quer dizer democracia, afinal.
Anályses
Retratos duma mesma Cidade
Periferia e Centro histórico
Periferia e Centro histórico
Cultura de meu tempo
Viagem cotidiana na vida, 2009. São Luís envergonhada, dança e torce...
A minha cidade ferve dia e noite, borbulha mesmo.
Ao som dos tambores e homens em simbiose sonora. E como se os corpos da gente, maluca na festa da arte efêmera, e - bulindo. Nas áreas de minha cidade, da periferia à nobre, becos ressaltam-se famosos ou não, Ecoam falas e belezas da vida acontecendo. À noite as comunidades, mesmo paradas, poéticas éticas, estéticas, poé-picas-ticas em seus eirados, lógico movimento político.
Ao som dos tambores e homens em simbiose sonora. E como se os corpos da gente, maluca na festa da arte efêmera, e - bulindo. Nas áreas de minha cidade, da periferia à nobre, becos ressaltam-se famosos ou não, Ecoam falas e belezas da vida acontecendo. À noite as comunidades, mesmo paradas, poéticas éticas, estéticas, poé-picas-ticas em seus eirados, lógico movimento político.
Umas neuras divisam-se e/ou multiplicam-se, ao meio próximo, na sombra da noite, Ritmos e cores cronológicas linhas e janelas confusas entre os portais nelvrágicos do Povo. Misturam-se e eu também. Em meio a isso tudo, isso tudo está, alguns a mais danando e, se fundido, outros a nada.
São Luís, definitivamente não é a mesma Nauro. Realizamos reggae e passeatas, outros gospevangélicos, músicos que se sagram outros mundimunidos realizam festas e rituais e sangram, urbanos ou rurais buracos depressivos da antítese nossa contemporânea.
A física cidade (micro-cosmo-politana) dança ao som de batedores de tambores, momentos e atores, comuns comunidades sobem e descem no frenesi, das notícias acontecem informações a toda hora. Pessoas que passam, olham e ficam, todas sentimentos, talvez lamentos olhares ou tormentos...
São todos humanos, ainda que não se apercebam, vivemos amargas usuras e gostosuras doces, salgados e frios às mornas visões que exaltam a incógnita do estado da antiga modernidade tão na moda (halloweens e Eloheens).
Finados do dia de finados, ademais infinitesimais motivos de comemorar, do latim commemmorare. De vidas recentes ou mortes tardias, homens e bombas, zeca baleiro mania.
Amanhã vou buscar madeira para a fogueira do tambor, hoje faz zuada os crioulos de mestre Zé Macaxeira. E o vento na minha cara jovem contemporânea sopra vindo de beira-mar. Simbólicas comunicações trabalhosas e corporativistas, e a gravitação universal dos produtos de cultura todos os corpos em livres quedas, movimentadas em repouso...
sexta-feira, 11 de junho de 2010
segunda-feira, 10 de maio de 2010
Vadia tarde de Domingo
Estávamos pelo dorso da arquibancada, retornando
Festejávamos a nova espécie centenária, inventada
Era florida e frondosa, surgia do zênite da imaginação
A tarde uma chuva prenunciada, pronunciava reclames divinos...
Num providencial adiamento do temporal, nos atemos
O céu que iluminava os olhos,
Viam a nuvem colunar a marcar e dividi-lo
As lágrimas escorriam e tingiam o arvoredo e a folha
Tinta de caneta
Como que de um Deus absorto
Divino seu espírito fustigava-nos
Corada a tarde coral,
Um já invisível arco-íris compunha misto
mostrava-nos nisto e naquilo a semelhança
Numa tarde de domingo
Estávamos pelo dorso da arquibancada, retornando
Festejávamos a nova espécie centenária, inventada
Era florida e frondosa, surgia do zênite da imaginação
A tarde uma chuva prenunciada, pronunciava reclames divinos...
Num providencial adiamento do temporal, nos atemos
O céu que iluminava os olhos,
Viam a nuvem colunar a marcar e dividi-lo
As lágrimas escorriam e tingiam o arvoredo e a folha
Tinta de caneta
Como que de um Deus absorto
Divino seu espírito fustigava-nos
Corada a tarde coral,
Um já invisível arco-íris compunha misto
mostrava-nos nisto e naquilo a semelhança
Numa tarde de domingo
sábado, 8 de maio de 2010
Caminhada oficial
Saio da aula
Um verso surge,
Ligeiro como o vento some
No caminho que virou ruas cruzadas em uma
De repente perde-se entre torpes telepatias
Casas e palecetes durante a grande e oficial
Caminho e esbarro ritmos esparsos e pessoas e objetos
Recicláveis na sargeta citadina
Vejo belo e feios contraditórios sentidos
Personas e pernas pessoais
Plenas em frente a camâra
Uma canção e solo dum cara-só
A noite conta com a dançarina de rua
Pensam suas casas...
Saio da aula
Um verso surge,
Ligeiro como o vento some
No caminho que virou ruas cruzadas em uma
De repente perde-se entre torpes telepatias
Casas e palecetes durante a grande e oficial
Caminho e esbarro ritmos esparsos e pessoas e objetos
Recicláveis na sargeta citadina
Vejo belo e feios contraditórios sentidos
Personas e pernas pessoais
Plenas em frente a camâra
Uma canção e solo dum cara-só
A noite conta com a dançarina de rua
Pensam suas casas...
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